Ruim demais para ser ignorada

"Mana Lisa", de A. Schmidt, Vancouver, Canada, óleo sobre tela

Em meados do século XIX, um grupo de artistas que tinham seus trabalhos recusados para o salão oficial de exposições da academia francesa de belas artes, a Académie Royale de Peinture et de Sculpture. Com trabalhos que iam contra os padrões acadêmicos, artistas como Edouard Manet, Paul Cézanne, Edgar Degas e Pierre-Auguste Renoir se cansaram das negativas e, fazendo parte de um grupo que incluía também o crítico de arte Émile Zola, passaram a fazer duras críticas aos padrões impostos pela Academia e foi criado o Salão dos Recusados. Inizialmente ridicularizadas, as obras de arte expostas passaram a marcar o início da arte moderna na história da arte.

Tudo isso para falar dessa bizarrice que descobri: o MOBA, Museum of Bad Art, um museu para expor obras de “arte ruim demais para ser ignorada”. De fato, os trabalhos são horrorosos, mas me fez pensar sobre toda aquela discussão já bem batida (mas sempre atual) sobre o que é arte. Afinal, muita coisa que já foi considerada horrorosa, ridicularizada, rejeitada, depois se tornou clássico, rompeu barreiras e caiu no gosto dos críticos. Mais além, muita coisa que a crítica de hoje considera boa, para a maior parte do público continua sendo um desastre.

E aí? Será que alguma obra um dia vai sair do MOBA e ir parar no MoMA?

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www.museumofbadart.org

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