O Caderno da Morte, no CCSP

“Aquele cujo nome for escrito no caderno morrerá”: é a primeira e principal regra do caderno encontrado pelo estudante Raito. O caderno pertence a um Shinigami, um Deus da Morte, e Raito vê aí uma oportunidade de transformar o mundo fazendo a própria justiça, e logo as coisas começam a fugir do controle.

Esta é a trama da peça, que tem por base o mangá Death Note, de Tsugumi Ohba e Takeshi Obata.

Um montagem linda e moderna, é como eu descrevo O Caderno da Morte. Usa recursos de vídeo, som e iluminação em perfeita harmonia com o trabalho dos atores, eliminando aquela “afetação” que às vezes caracteriza a interpretação teatral, quando a ação do ator é quase o tempo todo o único recurso e foco de atenção. O som dá o clima e os efeitos ideais, as luzes dinamizam as cenas, os vídeos complementam seus significados.

O elenco merece destaque, em especial o “L” de Miguel Atênsia, que impressiona pela expressividade de alguém entre a plena sanidade e a maluquice, o Shinigami de Bruno Garcia (ótimo!) e a Mira de Thaís Bradengurgo, certamente inspirada nas personagens femininas do animes e trazendo mais a aura japonesa da história.

Tudo isso e uma aventura policial contemporânea tornam o espetáculo muito agradável de assistir, do início ao fim. Só me pergunto como conseguem que produções assim boas custem apenas 5 reais.

O caderno da morte
105min / 14 anos
Cia. Zero Zero – Texto: Bruno Garcia e Cia. Zero Zero – direção: Alice K – elenco: Bruno Garcia, Miguel Atênsia, Rudson Marcello, Thais Brandeburgo e Vinicius Carvalho
24/3 a 30/4
Centro Cultural São Paulo
Terça a quinta, às 21h. Sessão extra dia 30/04 às 19h.
R$5,00