“O Grito” de Munch é vendido por US$120 milhões

“O Grito” de Munch é vendido por US$120 milhões

Versão original de "O Grito", Edvard Munch, 1893

A obra mais emblemática do pintor norueguês Edvard Munch foi vendida ontem, na casa de leilão Sotheby’s em Nova York, pela pechincha de US$119.900.000. O comprador, que arrematou a peça 12 minutos depois do início, ainda é desconhecido.

Cento e dezenove milhões e novecentos mil dólares é um dos valores mais altos pagos por uma obra de arte, o mais alto pago em leilão. Os lances começaram a 50 milhões, com pelo menos cinco interessados.

O quadro já ultrapassou os limites da História da arte há algumas décadas: foi referência para artistas, objeto de análise para psicanalistas, influenciou diretamente o cinema e a TV (da máscara do filme Pânico à pose de Macaulay Culkin em Esqueceram de Mim e muitos, muitos desenhos animados). Como poucos, passou de obra de arte a ícone da cultura popular.

Existem hoje quatro versões de O Grito. A versão leiloada é a única de propriedade privada, todas as outras pertencem a museus noruegueses (duas delas foram roubadas e recuperadas na última década). Especialistas dizem que essa é a melhor versão, com cores mais vibrantes e o único no qual uma das duas figuras ao fundo vira para olhar para o horizonte, além de ser a única com uma moldura pintada à mão pelo artista, em que há escrito um poema seu que explica a inspiração para a obra.

O vendedor foi o empresário norueguês Petter Olsen. Seu pai, Thomas Olsen, era um colecionador amigo e patrocinador de Munch. A pintura estava na família Olsen há mais de 70 anos. O dinheiro da venda do quadro será usado para fundar um novo museu, um centro cultural e um hotel em Hvitsten, Noruega, onde o Olsen pai e Munch eram vizinhos.

Saiba mais sobre a obra arrematada aqui.

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