Panteão de Roma

Panteão de Roma

O Panteão é um dos cartões-postais de Roma e, assim como aquele cidade inteira, carrega um bocado de história.

A costrução deste edifício notável data de 27 a.C. e é obra de Marco Agrippa, cônsul da república e braço direito e genro do imperador Augusto. Isso quem nos diz é a inscrição na frente do pórtico:

M.AGRIPPA.L.F.COS.TERTIVM.FECIT
(“Marcus Agrippa, filho de Lucius, cônsul pela terceira vez, fez”)

Sabe-se que o terceiro consulado de Agrippa foi em 27 a.C., e são esses pequenos detalhes que muitas vezes datam a História. Cônsul é o título mais alto da república romana.

O Panteão ficou quase destruído depois de um incêndio em 80 d.C. Na época, foi restaurado por Domiziano, mas entre 118 e 128 d.C. foi quase totalmente refeito pelo imperador Adriano, com significativas alterações no projeto original de Agrippa e ficando com a forma que o conhecemos hoje.

Também outro passou a ser o destino do edifício. O nome “Panteão” significa “templo de todas as divindades”, mas este é um nome que podemos aplicar ao Panteão de Adriano. Sabemos que o edifício de Agrippa não era chamado assim e se destinava a uma espécie de culto imperial em homenagem à família de Augusto.

Mais tarde, já no Renascimento, passou a abrigar também a sepultura de alguns (pouquíssimos) personagens ilustres. O mais famoso deles é, sem dúvida, do pintor renascentista Rafael. Além dele estão o pintor Annibale Carraci, o arquiteto Baldassare Peruzzi e o músico Arcangelo Corellli.

O estato de conservação do Panteão é impecável, e não foi por acaso que o edifício sobreviveu inteiro a séculos de guerras e invasões: teve a sorte – ao menos do ponto de vista histórico – de tornar-se uma igreja católica muito cedo. Em 608 d.C., Focas, o imperador romano do Oriente, em troca do reconhecimento dos seus atos doa o Panteão à Igreja Católica, que o transforma na igreja Santa Maria dos Mártires.

Ao vivo, num primeiro momento o Panteão parece menor do que a imagem monumental que temos só por foto. Mas logo em seguida, o sentimento é de admiração e incredulidade. É verdade que a chuva não entra por esse buraco no teto? Alguns dizem que sim, se a chuva for fraca; outros dizem que é só impressão. O importante é, diante de tantas construções grandiosas que já conhecemos, imaginar como seria se esta fosse uma das únicas, talvez a única, como era para os antigos romanos. Mais ainda é perceber que, mesmo depois de construirmos e conhecermos centenas delas, essa continua imponente.


Fonte: Arte e archeologia del mondo romano. M. Torelli / M. Menichetti / G.L. Grassigli. Milano, Longanesi, 2008

Comente

Back to Top