O Quebra-Nozes

O Quebra-Nozes

A palavra clássico designa aquilo que se aprende em classe; que serve de exemplo a ser aprendido, como um “caso clássico” na medicina, os clássicos gregos e seu ideal de excelência estética e ética. E a música clássica dos mestres compositores das melodias mais grandiosas.

Mas grandiosidade, genialidade, encanto, são apenas palavras que descrevem uma obra clássica. Se não sentidas, não serão compreendidas de fato, e inútil seria tentar explicar a obra.

No século XIX, é noite de natal e o casal Stahlbaum fará uma grande festa, para alegria de seus filhos Clara e Fritz. Dusseldorf, o padrinho de Clara, dá-lhe de presente um quebra-nozes em forma de soldado, com o qual ela fica encantada. Quando todos vão dormir, Clara volta para brincar com seu presente e cai no sono. Sonhando, o brinquedo vira gente, conta suas histórias e a leva a mundos maravilhosos, quando ela é coroada princesa no Reino dos Doces e recebe homenagens de várias partes do mundo. Depois dessa incrível viagem, Clara acorda.

A magia não está só na história. Porque a arte tem dessas coisas, uma linguagem universal que tem o poder de transportar as pessoas para outro universo, não importando que língua você fala, quantos anos tem ou em que ano estamos. Faz a gente redescobrir como é importante -e bom- sonhar.

Quebra-Nozes é um dos três balés compostos por Tchaikovsky e foi encenado pela primeira vez em 1892. Também são dele O Lago dos Cisnes e A Bela Adormecida. É desses espetáculos que servem de alimento à alma, do qual a gente deveria ter doses periódicas.

O Quebra-Nozes

Foto da montagem da Cia. Cisne Negro, temporada 2008 no Teatro Alfa. www.cisnenegro.com.br

One Comment

  1. Silvia Caseiro
    23/12/2008 @ 5:29 pm

    Lindo cometário Déia, conseguiu traduzir em palavras simples o que as pessoas sentem ao assistir um espetáculo como esse. E ainda tem gente que diz que dança não é arte…

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