jan
29

MAC inaugura nova sede em evento tímido

A transferência do MAC (Museu de Arte Conteporânea) dos confins da Cidade Universitária para o antigo prédio do DETRAN foi, de início, motivo de comemoração no mundo cultural de São Paulo.

Mas o processo demorou tanto tempo que começou a levantar discussões no meio e agora, que finalmente aconteceu a  inauguração da nova sede neste sábado 28 de janeiro, novas polêmicas surgiram.

O jornalista Silas Martí explica tudo no vídeo abaixo e na reportagem na Folha aqui.

Paralelamente, veja a foto da reportagem e diga a verdade: esse prédio do DETRAN parece que foi construído para ser museu de arte, né não?!

Enquanto isso, continuamos esperando que seja bem aproveitado todo o potencial do espaço, seja para expor todo o acervo do MAC, seja para atrair mais público para o mundo das artes.

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jan
25

A Pedra de Roseta

Como novas descobertas podem mudar o passado.

A Pedra de Roseta foi descoberta no Egito em 1799 e data do período Ptolomaico, 196 a.C.

Ela é a chave para entender os hierógrifos egípcios — a famosa escrita feita de pequenas figuras, usada no antigo Egito para textos religiosos. A escrita hieroglítica morreu no Egito no século IV d.C. Com o tempo, o conhecimento de ler hieróglifos foi se perdendo. Desde então esses códigos, e com eles toda a história da civilização egípcia, foram um mistério para os historiadores e arqueólogos, até que sua descoberta mudou tudo o que se sabia sobre essa civilização.

A Pedra é uma tábua de rocha negra chamada granodiorito. É parte de uma pedra maior que deveria ter perto de 2 metros de altura e a porção que restou é mais ou menos retangular e mede aproximadamente 1m x 72 cm com 30cm de profundidade.

Na parte frontal se encontra a inscrição em três escritas diferentes. A superior consiste em 14 linhas de hieróglifos: símbolos como um olho, um homem sentado, um bambu e uma cesta. A porção do meio se compõe de 32 linhas uma escrita curvilínea chamada demótico, que era o idioma cotidiano usado no antigo Egito. Na parte de baixo, mais de 50 linhas de escrita grega.

As incrições são 3 traduções do mesmo decreto, passado por um conselho de sacerdotes, homologando o culto real de Ptolomeu V no primeiro aniversário da sua coroação. A tradução em grego foi para os acadêmicos a chave para decifrar as outras duas inscrições.

Esse acontecimento proporcionou inúmeras novas descobertas sobre Antigo Egito. De fato, o que se sabe hoje, o que conhecemos dessa antiga civilização, é fruto dos estudos que iniciaram nessa época. Se hoje, para nós, muito do que se refere aos antigos egípcios ainda é intrigante, imagine a fascinação que deveria causar nos estudiosos que viveram até o século 18.

A Pedra de Roseta é um dos objetos mais importantes do British Museum, em Londres.

Pedra de Roseta - foto tirada no British Museum

Texto traduzido e adaptado de http://www.britishmuseum.org/explore/online_tours/museum_and_exhibition/audio_description_tour/the_rosetta_stone.aspx

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jan
06

Visitas temáticas gratuitas ao acervo do MASP

“Entender para admirar”. Esse é um dos princípios básicos do conhecimento. Ciente disso, o pessoal do Serviço Educativo do MASP está promovendo no mês de janeiro diversas visitas temáticas ao acervo do Museu, oferecidas gratuitamente a todos os visitantes.

Os temas variam conforme o dia e horário. Na semana de 10 a 13/1 de 2012, serão os que seguem:

11h30 às 12h – exposição Romantismo, obra “Rosa e Azul”, Renoir
14h30 às 15h – Olhar e Ser Visto, obra “Retrato do Cardeal Cristóforo Madruzzo”, de Tiziano
16h às 16h30: Deuses e Madonas, obra “Himeneu Travestido Assistindo a uma Dança em Honra a Príapo”, de Poussin.

Quem quiser participar, basta chegar um pouco antes do horário e apresentar ao orientador o ingresso do Museu.

MASP – Museu de Arte de São Paulo
Avenida Paulista, 1578 – São Paulo – SP
Telefone (55 – 11) 3251-5644 / Fax (55 – 11) 3284-0574
Próximo à estação do metrô Trianon-MASP

Horários:
Segunda-feira: fechado
De terça a domingo: das 11h às 18h (bilheteria aberta até 17h30)
Quinta-feira: das 11h às 20h (bilheteria até 19h30).

Ingressos:
Para público em geral: R$15,00 (valor inteiro)
Para estudantes, professores e aposentados com comprovantes: R$7,00 (meia-entrada)
Menores de 10 e maiores de 60 anos não pagam
Terça-feira: entrada gratuita para o público em geral.

  • Horários:
    Segunda-feira: fechado
    De terça a domingo: das 11h às 18h (bilheteria aberta até 17h30)
    Quinta-feira: das 11h às 20h (bilheteria até 19h30)
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  • Ingressos:
    Para público em geral: R$15,00 (valor inteiro)
    Para estudantes, professores e aposentados com comprovantes: R$7,00 (meia-entrada)
    Menores de 10 e maiores de 60 anos não pagam
    Terça-feira: entrada gratuita para o público em geral
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jan
03

Pós-graduação: inscrição para aluno especial 2012

O Programa de Pós-graduação em Estética e História da Arte da USP já encerrou o processo seletivo para quem pretendia fazer o curso, mas as inscrições para aluno especial para o primeiro semestre de 2012 vão abrir em breve.

Quem tiver interesse nessa área pode conferir a lista de disciplinas oferecidas e fazer a inscrição de 9 a 13 de janeiro de 2012, das 9h00 às 11h30h e das 14h às 16h30 horas, na Secretaria do Programa Interunidades em Estética e História da Arte – Rua da Reitoria 109-A, Cidade Universitária, telefone: 3091-3327. A inscrição custa 50 reais.

As disciplinas, documentos necessários e outras informações você encontra aqui.

Lembrando sempre que se você procura qualquer outra informação sobre este curso, por favor fale diretamente com a coordenação no telefone acima ou no site. Este blog apenas divulga o que pode ser interessante! :)

dez
29

Retrospectiva de Lygia Pape em Londres

Aproveitando a ocasião em que a Serpentine Gallery em Londres está expondo uma retrospectiva da artista Lygia Pape (1927-2004), fundadora da escola neoconcretista e um dos expoentes da arte brasileira, o crítico de arte Adrian Searle discorre sobre o Livro do Tempo, uma instalação de objetos de madeira deita entre 1961 e 1963, no vídeo abaixo (apenas em inglês).

Ele analisa as diferenças entre a arte européia e a arte brasileira, que tem suas raízes na primeira mas se desenvolveu em uma direção muito mais poética e sensorial, diferentemente daquela arte europeia cheia de símbolos e formas. Quando Searle fala da obra Livro do Tempo, destaca como o expectador é convidado a participar da obra trazendo a própria poesia, interação que faz parte também de outros trabalhos não apenas de Pape mas de seus contemporâneos Helio Oiticica e Lygia Clark.

Mais informações sobre a exposição aqui (em inglês).

Original do The Guardian.

nov
06

Um demônio no afresco de Giotto em Assis

Detalhe no afresco da Basílica Superior em Assis, Itália.Está ali há oito séculos, em um dos ciclos pictóricos que assinalam o início da arte figurativa ocidental, mas ninguém tinha percebido: na vigésima cena da vida de São Francisco, atribuída a Giotto, na Basilica Superior de Assis, há o perfil de um demônio*, com dois chifres escuros, que emerge das nuvens entre a representação da morte de Francisco, na parte de baixo, e a assunção da sua alma ao céu. Quem o descobriu foi a historiadora Chiara Frugoni, grande especialista franciscana, que relata a descoberta em um artigo no próximo número da revista San Francesco Patrono d’Italia. “Até hoje — observa Frugoni — acreditava-se que o primo pintor que pensara em ilustrar as nuvens era Andrea Mantegna, que no seu São Sebastião, de 1460, representou ao fundo no céu um cavaleiro que emerge de uma nuvem. Agora, esta primazia não é mais tal”. Sobre por que Giotto possa ter pintado um demônio na nuvem, Frugoni lembra que na Idade Média acreditava-se que também no céu habitassem os demônios que impediam a subida das almas.

Traduzido do original: http://www.repubblica.it/spettacoli-e-cultura/2011/11/05/foto/assisi_un_demone_nell_affresco_di_giotto-24481077/1/?ref=HRESS-10

* A palavra demônio, que nós conhecemos principalmente na sua concepção cristã, tem origem na palavra grega dáimōn, que na mitologia grega eram criaturas intermediárias entre os mundos humano e divino.

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ago
24

Curso de História da Arte na Pinacoteca | ago/out/2011

A Pinacoteca preparou para o segundo semestre de 2011 mais um curso gratuito de História da Arte no Brasil, com o título Abstração: debates críticos na arte brasileira da primeira metade do século XX. Será abordada a evolução da arte abstrata no nosso país, em encontros semanais a partir do dia 27 de agosto sempre das 15h às 17h, no auditório da Estação Pinacoteca.

O programa e todas as informações de como se inscrever você confere abaixo:

ago
23

Ruim demais para ser ignorada

"Mana Lisa", de A. Schmidt, Vancouver, Canada, óleo sobre tela

Em meados do século XIX, um grupo de artistas que tinham seus trabalhos recusados para o salão oficial de exposições da academia francesa de belas artes, a Académie Royale de Peinture et de Sculpture. Com trabalhos que iam contra os padrões acadêmicos, artistas como Edouard Manet, Paul Cézanne, Edgar Degas e Pierre-Auguste Renoir se cansaram das negativas e, fazendo parte de um grupo que incluía também o crítico de arte Émile Zola, passaram a fazer duras críticas aos padrões impostos pela Academia e foi criado o Salão dos Recusados. Inizialmente ridicularizadas, as obras de arte expostas passaram a marcar o início da arte moderna na história da arte.

Tudo isso para falar dessa bizarrice que descobri: o MOBA, Museum of Bad Art, um museu para expor obras de “arte ruim demais para ser ignorada”. De fato, os trabalhos são horrorosos, mas me fez pensar sobre toda aquela discussão já bem batida (mas sempre atual) sobre o que é arte. Afinal, muita coisa que já foi considerada horrorosa, ridicularizada, rejeitada, depois se tornou clássico, rompeu barreiras e caiu no gosto dos críticos. Mais além, muita coisa que a crítica de hoje considera boa, para a maior parte do público continua sendo um desastre.

E aí? Será que alguma obra um dia vai sair do MOBA e ir parar no MoMA?

Veja aqui mais imagens

www.museumofbadart.org

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ago
21

Pinacoteca – Le Curiosism

Achei muito interessante essa campanha que a Pinacoteca do Estado de SP[bb] está fazendo para promover a nova exposição de longa duração que será aberta ao público em outubro. No vídeo Le Curiosism, a ideia é provocar a curiosidade do público para essas novidades e para isso eles usaram o dito popular “a curiosidade matou o gato” de um jeito bem simpático.

Não consegui descobrir qual foi a principal motivação de fazer o vídeo narrado em francês, com toda essa atmosfera glamurosa que o universo francês traz, mas também graças a isso o resultado foi um vídeo bem moderno, e foi justamente isso que me chamou mais a atenção. Talvez porque eu não associe a Pinacoteca a modernidade, já que é um prédio antigo num bairro antigo com uma coleção que, apesar de dar bastante espaço para a arte contemporânea, tem bastante ênfase na arte brasileira do fim do século XIX.

Talvez eu não seja a única, e o legal é que esse visual moderno pode atrair mais gente para o museu, para a arte, movidos pela própria curiosidade, que é o melhor meio para aprender qualquer coisa.

ago
05

Aula no Masp: Cigana com Bandolim de Corot

Cigana com Bandolim - Jean-Baptiste Corot, 1874

Neste sábado, 6 de agosto de 2011, acontecerá a aula mensal de história da arte que ocorre no auditório do Masp (Museu de Arte de São Paulo).

As aulas são ministradas pelo professor Renato Brolezzi e é uma realização do serviço educativo do Masp, com coordenação do prof. Paulo Portella Filho. Todo primeiro sábado do mês, uma obra do acervo é analisada dentro do seu contexto histórico e artístico, são exploradas as influências do artista e quaisquer outras informações que possam interessar para a compreensão da pintura.

Neste sábado o tema será a Cigana com Bandolim do artista francês Jean-Baptiste Corot. Saiba mais sobre a obra.

A aula é gratuita, tem início às 11h da manhã e tem aproximadamente 2h de duração. Ainda dá direito a um bilhete de entrada no Masp no mesmo dia à tarde, para apreciação da obra de perto.

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